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domingo, 11 de abril de 2010

Preciso escrever com urgência para liberar toda essa angustia que existe dentro de mim, o tempo passa, as vezes me sinto super bem, otimista e feliz, mas basta as lembranças surgirem na minha mente que toda aquela barreira que construí, cai como um castelo de areia e novamente tenho que ganhar forças, respirar fundo e tentar reconstruir tudo de novo...Mas, enquanto a saudade está apertando só consigo sofrer e chorar, não consigo manter meu foco direcionado, fica tudo embaçado, não sei o que é certo ou errado, tento fugir dos meus pensamentos, escuto música alto para abafar o grito que ecoa dentro de mim e nada tem solução, porque nesses momentos a voz do coração berra com um som ensurdecedor e como só eu escuto, me sinto só, indefesa, desprotegida e com a impressão acertada que só eu mesmo posso me ajudar, porque somente eu sou responsável pelos meus atos e pensamentos, porém esse é um dos conflitos mais pesados que alguém pode passar, pois brigar com seu próprio "eu" é uma batalha bastante árdua.E nessa luta eu me pergunto, afinal o que eu quero?Eu quero as coisas mais simples da vida, eu quero a sinceridade absoluta das pessoas, quero ver a bondade real das pessoas, quero que as pessoas sejam mais solidárias, quero ajudar o mundo inteiro, quero ter o meu carro e dirigir por aí ou até mesmo por aqui por perto, quero jogar conversa fora com um e com outro, quero ter amigas presente, quero um pouco de liberdade, quero acompanhar o crescimento das minhas sobrinhas de perto, quero conviver quase que diariamente com aqueles que amo, quero ter mais fé em Deus, quero aproveitar os finais de semana fazendo coisas que gosto, quero os sabores e dissabores de uma vida normal, quero não ter medo dos meu subconsciente, quero um pouco do meu mundinho de antes, quero não ser injusta e nem mal agradecida, pois sei que neste exato momento existem milhares de pessoas sofrendo por motivos realmente sérios e por essas pessoas tenho compaixão e rogo a Deus para que alivie seu sofrimento...E a pergunta que não quer calar é: Será que estou pedindo muito?E assim termino meu desabafo, com um trecho de uma música que transmite o que sinto no momento...
"...Olhei pra trás e vi meus antigos sonhos
E até chorei, e hoje sinto saudades do que falei
Eu quero ver o sol atrás do monte
Eu quero ver o brilho que ele traz

Eu mudei, nem sinto, nem vejo as coisas como via antes
Meus amigos cresceram, mudaram, ficaram distantes
Perdoe meu choro, é sincero
Mas digo sim, que mesmo confuso, perdido
Esperas por mim..."

sexta-feira, 19 de março de 2010

Feliz agora e não depois...

Muito tempo se passou (3 meses e meio) que não escrevo e tanta coisas aconteceu...perdi duas pessoas queridas da minha família e não foi fácil aceitar que nunca mais os veria, doeu muito e depois de muito refletir sobre o assunto que acredito que nunca vou entender,a melhor forma de encarar o mistério da morte é encontrar razões espirituais para aliviar a dor. E esses anjos tornaram-se cicatrizes no meu coração...
Pela primeira vez na vida,passei o fim do ano longe da minha família e apesar da distância e diferenças, respirei aliviada em saber que estavam todos bem e felizes...e ficou mais uma cicatriz. Mas,como 2009 se foi...

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Change

Oi!
Demoro muito a escrever aqui, porque só gosto de escrever quando estou inspirada ou mesmo sufocada com meus próprios pensamentos. E essa semana estive pensando, pensando e pensando...
Há 2 meses atrás eu escrevi aqui que me sentia uma "estranheira" na minha nova morada e realmente era assim que me sentia, uma estranha no ninho que acabara de nascer, mas passados quase 3 meses, caí na real que não acabei de nascer e que não devo começar do zero, devo sim dar continuidade aos planos de vida que sempre tive e talvez essa seja uma ótima oportunidade. Para além de saber que tudo o que sou hoje não foi criado aqui, quem eu sou se deve principalmente ao meu passado , me conscientizei que faz tempo que nasci e tenho uma história, repleta de emoções e muita luta. O que acontece é que as pessoas que fazem parte do meu convívio atual não conhecem minha história de vida, meus sentimentos e minhas capacidades, sendo assim, cabe a mim mostrar quem eu sou de verdade e não ficar me escondendo atrás de uma situação que eu mesmo criei , se eu continuar acreditando nessa historinha, será assim que passarei a ser rotulada: Como a menina insegura e indefesa. Mesmo sabendo que para conquistar meu espaço leva seu tempo, sou paciente, sempre fui e sempre serei. Decidi me mostrar para os outros e continuar defendendo meus ideais, valores, profissão e tudo o que faz parte da minha vida, vida essa que é a mesma, só mudaram as circunstâncias.
"Mudaram as estações, nada mudou
Mas eu sei que alguma coisa aconteceu
Está tudo assim tão diferente..."

Elma Pessoa

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Saudades...

Quando estamos longe de casa o sentimento de patriotismo aumenta e temos a sensação que tudo que nos faz lembrar do nosso país é lindo, exceto aquela violência que é mostrada diariamente nos jornais da Globo e Record internacional...
Vivo a procura de referências brasileiras, até um simples biscoito da marilan é motivo para eu abrir um sorriso quando encontro por aqui, me sinto uma verdadeira "estranheira" e não uma estrangeira como dizem...
Longe de casa, aprendemos a valorizar as coisas mais simples da vida e sentimos saudades de tudo aquilo que fazia parte da nossa rotina, como o sentar na calçada para conversar com a família, as conversas depois do almoço sentada no chão da sala, para descansar o almoço e esfriar o corpo naquele chão frio, o cuscuz no côco quentinho debaixo do abafador, os pães comprados na padaria de sempre, de falar a mesma língua do companheirismo, coleguismo e aconchego do meu povo...
Hoje é um dia daqueles nostálgicos e doloridos, que o relógio passa devagar...e que o pão que inventei de fazer se transformou em pedras :/
Como diz a frase "A tristeza pode durar uma noite, mas a alegria vem ao amanhecer"
Que venha o amanhã!


terça-feira, 15 de setembro de 2009

Aprendi...

Há 2 meses que estou morando em Cabo Verde e durante esse tempo, tenho aprendido diariamente muitas coisas que estão me fortalecendo a cada dia...
No dia da minha despedida em Natal, chorei o vôo inteiro desesperadamente, parecia que estava sozinha naquele avião e o medo que eu sentia de voar foi esquecido completamente,parecendo que na verdade nunca existiu e pude perceber que na verdade temos que descobrir o motivo de ter medo de determinadas coisas e nesse caso específico, para além daquele friozinho na barriga de está a tantos metros de altura e a idéia de que está nas mãos de pessoas passíveis de erros e que esses erros podem ser fatais, o meu medo maior de voar, era de ter que me despedir das pessoas, então, naquele momento eu descobri que o avião era só uma desculpa para eu não assumir que estava em pânico mesmo, pelo fato de me despedir da minha vida e da minha família em Natal. Superado o trauma da despedida, com a volta que o mundo dá, me sinto obrigada a amar aviões, visto que dependo deles, para ver nossos familiares e afins. Lição n°1: Superamos os medos de acordo com nossas necessidades atuais.
Cheguei aqui com toda a vontade do mundo de fazer diferente, de buscar emprego, fazer amizades, de encontrar beleza em toda a feiúra desse mundo que me foi descoberto e assim tentei, mas a diferença de cultura e a indiferença das pessoas me desanimaram, e me isolaram do mundo, em momentos me julguei incapaz de viver aqui, na solidão diária e na mesmice de uma rotina, me sentia um vegetal. Estava aos poucos me deixando levar pelo péssimismo e tristeza, contagiando aquele que fazia tudo para me ver feliz :Nuno! Tudo isso porque precisava de pessoas comigo,amigos,família...Até que um dia fiquei doente com uma infecção intestinal, que veio para me arrasar de vez, passei uma semana muito mal, sem comer direito e com todos os sintomas característicos dessa enfermidade, a primeira vez que fiquei doente longe dos cuidados da mamãe, foi algo assustador, um medo de não saber o que fazer e uma vontade de ser cuidada e não ter que cuidar de mim, mas aquele bendito queijo fresco me fez enxergar, que nós só precisamos de saúde para encarar os desafios do dia a dia, o resto é consequência e o que vier é de bom agrado. Resolvi encarar a vida com outros olhos e aprendi a agradecer a Deus por tudo o que tenho e pelo meu marido que tem sido um anjo para mim. Meus verdadeiros amigos continuam no mesmo lugar de sempre..dentro do meu coração,bem guardadinhos e quando nos reencontrarmos vai ser a mesma festa de sempre. Minha família será sempre a melhor do mundo, morro de saudades deles, dói não presenciar o crescimento das minhas sobrinhas de perto, mas estarei feliz se eles estiverem e nosso laço nunca será desatado. Lição n°2: Não busque a felicidade fora, busque-a dentro de você!
Aprendi que comer fruta todos os dias é uma questão de hábito...
Aprendi que toda rotina tem sua beleza...
Quero ainda aprender muito, uma delas é a beber mais água...
Por hoje é só, estou com dor nas costas de ficar sentada, vou ficando por aqui ansiosa por novos aprendizados.
Bjos!

sábado, 7 de fevereiro de 2009

1 Ano e 2 Meses!


Em 1 ano e 2 meses descubro e redescubro diariamente que te encontrar foi o melhor presente. Você é especial!

Amo muito!

Parabéns!

"...como a camisa e o botão..."
Ah!Lembrei da parte de uma música que combina com o momento...Você é algo assim, é tudo pra mim, é como eu sonhava...sou feliz agora!


Cabo Verde...primeira impressão!

Olhar atento, um friozinho que gela o coração, sensação de curiosidade no ar...Pessoas, costumes e culturas diferentes, a ânsia por conhecer mais e ao mesmo tempo o desejo de não enxergar que no fundo, o interior dessas pessoas "diferentes" são semelhantes a mim, a pobreza contrasta com a riqueza, pessoas oferecendo seu trabalho de fazer qualquer coisa em troca de algum dinheiro que não sabemos para qual finalidade, porém aquela situação é sufocante, causando mal estar em negar ajuda, porque na verdade não sei que tipo de ajuda essas pessoas precisam. Do ponto de vista oposto, daqueles que não precisam de ajuda, que vivem comodamente com seus carrões, casarões e todos os aumentativos possíveis, realmente bom mesmo é viver assim, mas a pergunta que não quer calar é: Como viver imune às diferenças sociais tão gritantes?
Eu não sei...só sei que o caminho a ser percorrido, tem que estar muito bem preparada para percorrrê-lo, com o lema de não permitir jamais que a bruma seca lá existente, resseque meu coração e me torne solitária, indiferente e insensível. Quero apenas encontrar o equilibrio de ser feliz em qualquer circunstância que a vida me propor.