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quinta-feira, 29 de março de 2018

A medida do amor é amar sem medida!


Certa vez num encontro pedagógico da escola em que eu trabalhava, conversava com um Professor do Ensino Fundamental, eu era Professora da Educação Infantil e falávamos sobre as diferenças de ser professor ou professora, num papo descontraído, mas como não chegávamos a conclusão nenhuma, eu perguntei:
-Você ama os seus alunos?
Ele meio que em choque, responde:
-Amar? Claro que não!
-Encontramos a diferença! Eu amo meus alunos durante cada ano. É um amor tão grande, que emociona.
Ele olha pra mim, como se eu fosse estranha...rsrsrs
Sim, sou mesmo estranha. Ainda bem!
Essa introdução é para falar de amor...
Não é de hoje que os poetas tentam definir o amor e talvez por isso, as pessoas foram tendo a necessidade de categorizar e colocar o amor em caixas...
Caixa do amor de amigo, amor de irmãos, amor de esposa/marido, amor de mãe, etc. Partindo desse pressuposto de caixas, perde-se muito tempo em teorias e pouco tempo com a prática do amor que é simples: "Amai ao teu próximo como a ti mesmo". Esse deve ser o lema do amor: esquecer conceitos, medidas, teorias e simplesmente amar no presente, como se esse amor nunca fosse acabar, mesmo que acabasse não deixaria de ser amor. Quando amamos dessa forma, somos incapazes de fazer o mal a alguém, não por ter algum parentesco ou proximidade conosco, mas somente porque amamos o próximo como a nós mesmo e logo não faríamos ou desejaríamos o mal.
O amor poético é bonito de se ler como poesia que é, mas o amor da vida real, nem sempre é fogo, nem sempre arde, nem sempre é ferida, nem sempre tem fórmula, nem sempre tem nome, nem sempre se define, mas sabemos quando sentimos mesmo quando queremos camuflá-lo com medo do peso que a palavra AMOR tem, acabamos dizendo, que temos carinho, preocupação, ciúmes, mas no fundo tudo se traduz em amor.
Existem milhares de teorias sobre o amor. Com certeza você já ouviu algumas delas muitas vezes. Quer ver?
- Só se conhece o amor, depois que tem filho! (E quem nunca teve, nunca vai conhecer o amor?)
- Se acabou, não era amor! (Quem determinou que o amor tem contrato vitalício?)
- Você não sabe o que é o amor, afinal nunca namorou! (Eu amo, tantas pessoas e coisas, esse amor não é amor?)
- Você conheceu ela ontem e já diz que ama? Isso não é amor! (O sentimento é meu e eu chamo como quiser, para mim é amor! Depois de quanto tempo se sabe que é amor? Cadê o calendário?)
- Ah, mas você ama mais fulano do que sicrano? (O amor não tem gráfico, logo não precisa ser comparado!)
- Você ama viajar ou ficar em casa? (Pra quê escolher, se posso amar os dois?)
- Como você ama uma pessoa que não te ama? (O amor não é moeda de troca!)
Pequenos gestos, grandes ações, olhos que sorriem, lágrimas que caem, mãos que se tocam, abraços apertados, conversas bobas, papos sérios, tudo é amor.
Por isso, que digo sem medo, que amo mesmo que seja por um minuto, uma hora, um mês, um ano, uma vida. Amo quem conheci ontem e quem ainda nem conheço, amo as pequenas coisas e sempre estou descobrindo novos amores. Recentemente, descobri que amo gatos! Se eu não tivesse dado a chance de conhecer, morreria sem esse amor.
Nunca é tarde demais, sempre é hora de amar.
Em tempos de ódio, vista-se de amor!
"...A medida de amar é amar sem medida, velocidade máxima permitida..."

domingo, 9 de outubro de 2016

Adam

Procurando o que assistir no Netflix, encontro "Adam", me interessei pelo filme pela descrição "preso em seu próprio mundo...", mas não imaginei que se tratava de um homem com a Síndrome de Asperger. que tinha dificuldades na interação social, de mudar sua rotina, de falar o que convencionalmente se deve falar e na hora oportuna, de entender o que o outro precisa ouvir, de compreender sentimentos e nomeá-los. Enfim, como diz na própria descrição do filme, vivia no seu próprio mundo.
A principal dúvida de quem convivia com ele,era saber o que realmente ele sentia, se nem olhar nos olhos do outro ele conseguia. De fato, mesmo que nenhuma palavra seja dita, pelo olho no olho, conseguimos ter noção dos sentimentos do outro. Mas, o que achei mais interessante no filme foi perceber que cada pessoa vive presa em seu próprio mundo e esse mundo é criado desde antes do nascimento, quando os pais planejavam a sua chegada até os dias atuais, e são as suas vivências que vão formando o mundo de cada um.
Entrar no mundo outro não é tarefa fácil, tampouco conviver com as manias de cada um. Precisamos seguir regras e criar exceções constantemente para driblar essa convivência, que na maioria das vezes alguém sempre sai insatisfeito. O ser humano é muito complexo e necessita de muito para se satisfazer e quando alguém preenche todos as nossas exigências, criamos outras, meio que inconscientemente para que já não exista mais a tal harmonia. Vivemos nessa busca incessante de agradar e sermos agradados todo o tempo e para isso fingimos, mentimos, omitimos, enganamos e nos aprisionamos na ideia de fazermos tudo pela lei da boa convivência.  E se todas as pessoas tivessem a Síndrome de Asperger?
Como seria viver num mundo em que todas as pessoas, só falassem realmente o que sentiam, o que queriam falar, o que queriam calar, que assumissem o seu pânico de mudar a sua rotina, de não querer enfrentar diversas pessoas falando de assuntos que não interessem e de não ter que seguir os padrões da boa convivência.

Para mim seria uma liberdade total, iríamos finalmente entender, outras formas de comunicação, quebraríamos as barreiras e entenderíamos que existem outras formas de  sentir e demonstrar afeto pelo outro, além da palavra e do olhar. Descobriríamos o amor no toque, na presença mesmo que silenciosa, no cuidado e no respeito ao outro. Que mundo seria esse? Afinal, somos nós que vivemos presos no nosso mundo ou eles que vivem livres no mundo deles? 









quarta-feira, 29 de junho de 2016

Eu quero apenas...






Esses dias estava ouvindo relatos sobre o que é "A melhor amiga", fiquei refletindo sobre o assunto e surgiu a grande dúvida: como conseguir o status de melhor amiga?
Para completar, assisti o filme "Já estou com saudades" e na história, elas são as melhores amigas por terem se conhecido quando crianças e compartilharem todos os momentos mais importantes da vida delas. Esse tipo de amizade, atualmente para mim é meio improvável. Ao longo dos anos pessoas entram e saem da nossa vida, o mundo vai girando, havendo encontros e desencontros, tornando-se praticamente impossível compartilhar todos os grandes momentos.
Quando se é adolescente existe a necessidade de escolher a melhor amiga e normalmente a eleita é aquela que "topa tudo" e que tem os mesmos gostos. Na construção da própria identidade, se busca alguém que se assemelhe, na idéia de juntas serem mais importantes e corajosas.
Na idade adulta, com a personalidade "formada", vamos percebendo que já não precisamos da melhor amiga, a vida de "gente grande"  inevitavelmente afasta algumas pessoas e aproxima outras. Já sabendo como funcionamos, vamos percebendo diferenças entre nós e os outros que por vezes, passa pela cabeça nos afastar dessas pessoas, não existe "tempo", nem paciência para lidar com as diferenças. Mas, se conseguirmos deixar nosso egocentrismo de lado, perceberemos que é através das diferenças que crescemos como pessoa, o que falta no outro, eu posso ter muito e vice versa.

 Antigamente, eu me definia como uma pessoa de poucos e verdadeiros amigos, hoje em dia, essa frase já não me define, eu quero muitos melhores amigos, não importa a quanto tempo conheci, convivi, se nunca mais verei, se a pessoa me considera da mesma forma, nada disso importa,  o que importa é fazer da convivência com cada pessoa um GRANDE MOMENTO

Eu quero apenas olhar os campos
Eu quero apenas cantar meu canto
Eu só não quero cantar sozinho
Eu quero um coro de passarinhos

Quero levar o meu canto amigo
A qualquer amigo que precisar
Eu quero ter um milhão de amigos
E bem mais forte poder cantar...

terça-feira, 12 de abril de 2016

E se não curtirem?




Imagine que você posta uma foto bacana nas suas redes sociais e não tivesse uma curtida sequer. O que você sentiria? O que pensaria?
Eu acharia no mínimo estranho que perante tantos amigos, colegas, conhecidos, simpatizantes e seguidores, ninguém enxergasse a mesma beleza que eu.
Na verdade, ao postar uma foto, queremos partilhar um pouco de nós, do que pensamos, do que gostamos e de quem somos, nas mais variadas facetas. Queremos de alguma forma, fazer parte de um grupo, ser aceito e curtido.
Sou fã do Instagram e sigo uma anônima que posta diariamente a sua dieta, falando como se tivesse um público a quem prestar contas e muitas vezes, pede desculpas por postar atrasado. Normal para os dias de hoje, não é o primeiro a tratar do assunto. O que me chama a atenção é que a maioria das suas postagens não têm nenhuma curtida, ou no máximo uma. E eu faço questão de curtir só por caridade, porque no fundo não curto suas postagens. Com certeza, ela não precisa da minha curtida de caridade. Caso eu estivesse no lugar dela, já teria deixado de postar na terceira foto sem curtida. Creio que eu seja a errada e ela a certa.
Tudo o que postamos tem um pensamento muito íntimo por trás, seja para levantar a autoestima, para incentivar, motivar, mostrar o batom, o momento, a roupa, o sorriso, dentre tantos motivos que existem. O dessa pessoa tão perseverante e segura, talvez seja de servir de exemplo para os outros e principalmente para ela mesma. Ela traçou seus objetivos de emagrecimento e segue-os, independente de qualquer aprovação. Aprendamos com os exemplos!
E sigamos partilhando coisas boas, sem medo dos julgamentos e das rejeições em forma de "não curtidas". Afinal, somos responsáveis pelas nossas atitudes e pensamentos, o que os outros vão pensar da sua foto não é problema seu. Isso pode soar um pouco prepotente e rebelde, mas não tem a pretensão de ser (lá estou eu, preocupada com a interpretação dos outros). Só quero levantar a bandeira da liberdade de expressão. Compartilhem, postem e curtam muito! 


sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

O que esperar quando não se espera...


Fui chamada para um concurso que fiz há 5 anos atrás, no mesmo ano em que cheguei de Cabo Verde, no mesmo ano que eu ainda achava que era possível colar minhas raízes em Natal, como se nunca tivessem sido arrancadas. Naquele tempo eu ainda pensava como lagarta e tudo que eu precisava era de um casulo quentinho para me aconchegar. Com o passar do tempo, compreendi que uma vez cortadas as raízes, não podem ser coladas novamente, podem sim tentar renascer em outros solos, mesmo que nem sempre floresça. Também aprendi e continuo aprendendo que já não penso mais como lagarta e virei uma borboleta que só pensa em voar, talvez essa borboleta não consiga mais viver dentro do casulo, ela já conseguiu encontrar aconchego dentro dela, nas coisas novas que ela vê e nas pessoas que ela encontra pelo caminho. Essa borboleta, já não  sonha com empregos eternos e estáveis, porque faz 7 anos que ela não sonha mais sozinha, ela casou com um corajoso aventureiro, que também tem o mundo como seu lar. Esse caminho me escolheu, quando eu disse: sim, eu aceito!
As vezes, aparecem as tentações e provações para me fazer duvidar da escolha que fiz, mas hoje digo sem medo, que estou no caminho certo. Se amanhã, posso me arrepender? Talvez sim, talvez não. A vida é assim mesmo, faço minhas escolhas baseadas no que preciso no presente e não no futuro que não tenho nenhum poder sobre ele. Se me aparece uma oportunidade, que me faz ter que escolher entre minha profissão ou meu casamento, essa não é bênção, é LIÇÃO!


"Existem coisas melhores adiante, do que qualquer outra que deixamos para trás".








domingo, 24 de janeiro de 2016

Dias melhores!

    



    Quando morei fora do país, lembro-me que via todos os dias as notícias do Brasil e tinha a sensação que por estar longe estava perdendo  muita coisa, oportunidades profissionais, gastronômicas e familiares.
     Há quase cinco anos que voltei para o Brasil, a sensação de perda aumentou, sinto que continuo perdendo, sendo que agora as perdas são bem maiores, estamos perdendo o direito de ir e vir. Todos os dias continuo vendo os sites de notícias e vejo os piores atos de violência sendo praticados por motivos banais e  com uma crueldade assustadora.
     A jovem Karol que foi baleada em Natal durante um assalto  me chocou muito, fui dormir com o coração doendo como se fosse comigo. Fizeram uma caminhada pela paz, no local do assalto e dentre tantas outras,  tinha uma faixa que me chamou atenção "Eu sou Karol". Daí, entendi  que esse sentimento que dói em mim, dói também em toda a população e a cada vítima de violência, morre também um pedaço de nós, morre a cada dia a esperança de dias melhores.
     Estão nos roubando tudo o que temos de mais precioso: a paz, a liberdade e a vida. E o pior, sem direito a escolhas, não dão o direito de escolher entre viver ou  entregar todos os bens materiais, eles simplesmente  roubam tudo, inclusive a vida.
    E eu pergunto:  Que vida miserável essas pessoas que praticam o mal levam, a ponto de matar alguém sem piedade? O que podemos fazer para nos proteger? O que podemos fazer para sermos livres como antigamente?  Quando não teremos o medo como companhia constante?
   Creio que ninguém saberá essas respostas, mas tenho certeza que todos vivem esperando dias melhores, mesmo que ainda pareça uma utopia....


Vivemos esperando
Dias melhores
Dias de paz
Dias a mais
Dias que não deixaremos para trás

Vivemos esperando
O dia em que seremos melhores
Melhores no amor
Melhores na dor
Melhores em tudo

Vivemos esperando
O dia em que seremos
Para sempre
vivemos esperando
Dias Melhores pra sempre
Dias melhores pra sempre
Pra sempre...

 

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Márcio




Quem é Márcio?
Márcio foi uma criança que tornou-se inesquecível.
No meu segundo ano como professora estagiária de uma creche
Estava na entrada, junto com as outras professoras dando boas vindas aos novos alunos
E vi um menino que me chamou a atenção
Ele era tão magro e maltratado pela sua vida pobre, que mal conseguia andar com aquelas perninhas frágeis e tremidas
Parecia um passarinho!
Naquele momento meu coração se partiu em mil pedaços
Fiquei torcendo para que ele não ficasse na minha turma
Eu não suportaria viver com aquela fragilidade em forma de criança
E embora não aparentasse, ele tinha 4 anos e por obra do destino, seria meu aluno
Todos os dias eles chegavam e iam comer, principalmenre Márcio que tinha tanta fome
Com o contato diário, sentia ainda mais aperto no coração em ver uma criança 
Que não falava e não sorria
Tinha feridas e bichos nos pés, mãos e cabeça
E eu no auge da minha inexperiência, não sabia o que fazer para ajudar aquela criança, que nem tinha consciência da sua condição de ser criança
A vida que ele nasceu não permitia
Chegava o dia do seu aniversário e eu tinha que fazer alguma coisa para aquele dia ser diferente
Pedi a minha mãe para fazer um bolo de aniversário bem grande e bonito, comprei refrigerante e minha mãe mandou um presente para ele.
Meu irmão foi me levar de carro e eu fui segurando o bolo, como se levasse um tesouro nos braços
Quando Márcio chegou, arrumei a mesa e cantamos parabéns
Ele sorriu e eu chorei
Dos seus anos de criança talvez tenha sido o seu dia mais feliz
E foi o meu yambém
Nunca esquecerei esse dia e nunca deixarei de me emocionar lembrando dele
Depois desse dia pude presenciar seu sorriso outras vezes, principalmente quando eu lia historinhas e me despedia diariamente com um beijo
Antes do ano acabar, surgiram novos desafios e deixei a creche
Fugi sem me despedir de Márcio
Não tive coragem
Não suportaria ver aquele sorriso silencioso pela última vez
Saí de lá e chorei copiosamente por horas...
Naquela época, lutei com as armas que tinha: O amor, a sensibilidade e o AFETO!
Passados alguns anos,já com alguma experiência, continuo achando que a metodologia de ensino mais eficaz e a solução para tantos males, continua sendo; AMOR, SENSIBILIDADE E AFETO!
Márcio, os outros passarão, mas você PASSARINHO!



quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Sobre o Ano Novo!

Começa o ano de 2016 e eu estava pensando em ocupar meu tempo com algo que me desse prazer e quando pensava isso, só me vinha a ideia de algo novo para condizer com o "Ano Novo", porém me veio a lembrança de um antigo amor, um blog que criei em 2008 com o intuito de expor meus pensamentos que sempre foram muito férteis....e relendo minhas postagens, acho que estou enferrujada e já não escrevo tão bem como antes (Leia-se, de forma tão espontânea, é muita pretensão achar que escrevia bem). O certo é que irei reativar meu blog e continuar escrevendo para ocupar meu tempo com algo que amo fazer. Nem sempre as soluções estão no novo, as vezes só precisamos reinventar o velho, tornando-o novo.

domingo, 3 de janeiro de 2016

Despedida!




E chegou o dia de mais uma despedida! Obrigada,#Portugal e cia! I Love You!
💖💚"...Nem sempre a saudade é triste,nem sempre a saudade é pranto e dor..."

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Balanço 2011

O ano de 2011 foi bastante intenso e longo. Comecei o ano, disposta a melhorar minha visão a respeito de Cabo Verde, mas não desisti da idéia de voltar para Natal, porém aproveitei o máximo que pude, convivi com os amigos intensamente e pedi a Deus que realizasse aquele que era no momento o meu maior sonho: voltar para a minha terra. No dia do aniversário de 2 anos em Cabo Verde, surge uma notícia que era quase um milagre para mim, a chance de voltar para Natal. No meio de tantas dúvidas e um turbilhão de sensações, decidimos ir com toda a fé que teríamos desafios,mas estaríamos prontos para enfrentá-los. Sofri na despedida e chorei como um bebê, no fundo senti a angústia de como seria a nova vida. O sonho nº1 foi realizado. Foi difícil no início entender que tinha voltado, tudo parecia diferente, nada estava como antes, tudo mudou, todos mudaram...será? Dúvidas e mais dúvidas. Obstáculos e mais obstáculos. Afinal, esse não era o meu sonho? O que tem de errado na realização dele? Na idealização da mente, o sonho é algo perfeito, que tudo acontece quando e como queremos, mas na realidade é tudo diferente. Existe a concretização do sonho, mas com ele vem outros obstáculos que antes não existia e agora passa a ser uma realidade um pouco complicada, onde agora almejo outras coisas e os sonhos mudam. E por isso, não posso ser mal agradecida e entender que minhas preces foram ouvidas em 2011, o que eu considero mais importante na vida está comigo, que é a saúde e a família reunida. Não posso esquecer, que existem milhares de pessoas que estão lutando pela vida numa cama de hospital, incluindo meu tio, que passou o Natal num quarto frio de hospital, com sua esposa sentada numa cadeira gélida. E por esse problema, passam ricos e pobres, o dinheiro não compra a saúde. Tantas pessoas fizeram planos para o próximo ano e por uma fatalidade, imprudência ou destino perderam a vida. Sonhos e desejos terminados, sem aviso prévio, sem licença.Para mim, só tenho a agradecer por tudo o que aconteceu em 2011 e que venha 2012 com a as suas dores e delícias.
P.S. No finalzinho do ano, descubro que as pessoas não mudaram, eu que mudei a forma de enxergá-los.
Feliz Ano Novo!

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Despertar...

O dia hoje foi preguiçoso e corrido ao mesmo tempo, me chateei, perdi a paciência, me preocupei, pensei o que não devia e no fim da noite, me permiti sair com amoreco, mesmo com tanta coisa na cabeça, paramos para nos divertir um pouco e já fazia algum tempo que não tínhamos o prazer de jogar conversa fora com mais um casal e comer coisinhas gostosas. Me senti tão feliz! Lembrei mais uma vez do que eu sentia tanta falta, de movimento, coisas para fazer e lugares para ir, não posso esquecer que estou na cidade do sol e tenho obrigação de aproveitá-la. Como já disse Lulu Santos: "Há tanta vida lá fora...". É a mais pura verdade, existe tanta vida, gente aparentemente feliz e isso faz um bem danado. Energia renovada!

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Vida louca!

    Como tenho passado dias "ociosos", tenho pensado muito na vida e reparado na vida das pessoas, ou eu mudei muito ou as pessoas mudaram. O mundo está tão louco, as pessoas estão correndo tanto para caminhos tão duvidosos, a vida se resume a computadores, celulares e trabalho, muito trabalho. Eu me pergunto: pra quê? Onde elas querem chegar?Para onde estão indo? As pessoas escrevem cada passo da vida no facebook, o que comem, o que querem comer, quando estão doentes, quando estão se sentindo sozinhos...e eu fico me perguntando, porque estão dando satisfação de tudo o que sentem e fazem para todos os "amigos" e conhecidos?Na esperança que alguém se solidarierize com os sentimentos dela e comente ou opine algo que dê algum conforto? Ou será que as pessoas querem conversar pessoalmente com alguém e não encontram ninguém disposto a ouvir um simples: "Estou tão cansada!", "Hoje o dia foi difícil", "Estou com dor de cabeça", "Estou feliz". As pessoas estão sempre tão ocupadas que não têem mais tempo de ouvir ninguém, nem de falar com ninguém, o tempo que sobra só dá para "curtir" a alegria do outro ou escrever alguma frase de sei lá o quê no mural. 
    Falo dos outros sem hipocrisia de me achar que sou tão diferente, confesso que sou mais uma viciada nesse mundo virtual, porém pensava que o vício tinha uma explicação: estava longe dos meus amigos e família, logo a internet diminuiria a distância. Um grande engano, no fundo a internet aumenta a distância na maioria dos casos. Ela aumenta a distância de um abraço apertado, de uma longa conversa cheia de risadas e limita apenas a "kkkk", "hahaha", "hehehe", "Abç", " Bjo". Até inventaram diferentes formas de rir virtualmente, com tanta criatividade, acho que esqueceram como é dar boas gargalhadas alto, cada uma com a sua forma de rir. Bons tempos aqueles!
   Hoje sou refém desse mundo por falta de opção, mas sinto que ele não me pertence, se tiver uma brechinha, lá estou pronta para ouvir todas as tristezas e alegrias de quem quiser me contar e pronta para contar as minhas também, porque a vida real é muito melhor, nela tem o calor humano, o som das palavras e risadas, o molhadinho de uma lágrima no abraço, isso sim que é bom!
    Levanto a minha bandeira para a vida real!
P.S. Parabéns amore mio por 4 anos que nos conhecemos!Te lovu!

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011




Passei a noite sonhando com o pessoal de Cabo Verde e acordei nostálgica e com saudade, acho que é a primeira vez que assumo que sinto falta de algumas coisas de Cabo Verde. Relendo o blog, analisei do que sentia falta quando lá estava e agora, alguns meses depois e no lugar que eu queria está,continuo querendo coisas que não tenho, porque o ser humano é assim?Sempre quer o que não tem, nunca está satisfeito, no fundo, hoje nem sei muito bem o que quero, talvez poder comer a quantidade de chocolate que eu desejo,resolveria alguma coisa, só por hoje.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

O tempo passa!

Tanto tempo que não escrevo,tanta coisa se passou...
Conheci pessoas maravilhosas a quem muitas delas posso chamar de amiga,sorri, chorei, senti saudade, tive dúvidas e certezas, me senti forte como um leão e frágil como um cristal, me senti completa estando sozinha e sozinha estando rodeada de pessoas, pensei muita besteira e também não tive tempo de pensar em nada,tanta coisa...e hoje estou aqui com a cabeça cheia de idéias,pensamentos...e a cada dia o ciclo se renova e coisas se repetem e se diferenciam. Ainda sinto o doce gosto do passado e consigo sentir o aroma do futuro, só quero um dia poder saborear plenamente o presente, sem pensar que existe outros tempos...um dia conseguirei,eu acredito!

Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
A vida não para...

Enquanto o tempo
Acelera e pede pressa
Eu me recuso faço hora
Vou na valsa
A vida é tão rara...

Enquanto todo mundo
Espera a cura do mal
E a loucura finge
Que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência...

O mundo vai girando
Cada vez mais veloz
A gente espera do mundo
E o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência...

Será que é tempo
Que lhe falta para perceber?
Será que temos esse tempo
Para perder?
E quem quer saber?
A vida é tão rara
Tão rara...

Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não para
A vida não para não...

Será que é tempo
Que lhe falta para perceber?
Será que temos esse tempo
Para perder?
E quem quer saber?
A vida é tão rara
Tão rara...

Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
Eu sei, a vida é tão rara
A vida é tão rara...

A vida é tão rara...

domingo, 11 de abril de 2010

Preciso escrever com urgência para liberar toda essa angustia que existe dentro de mim, o tempo passa, as vezes me sinto super bem, otimista e feliz, mas basta as lembranças surgirem na minha mente que toda aquela barreira que construí, cai como um castelo de areia e novamente tenho que ganhar forças, respirar fundo e tentar reconstruir tudo de novo...Mas, enquanto a saudade está apertando só consigo sofrer e chorar, não consigo manter meu foco direcionado, fica tudo embaçado, não sei o que é certo ou errado, tento fugir dos meus pensamentos, escuto música alto para abafar o grito que ecoa dentro de mim e nada tem solução, porque nesses momentos a voz do coração berra com um som ensurdecedor e como só eu escuto, me sinto só, indefesa, desprotegida e com a impressão acertada que só eu mesmo posso me ajudar, porque somente eu sou responsável pelos meus atos e pensamentos, porém esse é um dos conflitos mais pesados que alguém pode passar, pois brigar com seu próprio "eu" é uma batalha bastante árdua.E nessa luta eu me pergunto, afinal o que eu quero?Eu quero as coisas mais simples da vida, eu quero a sinceridade absoluta das pessoas, quero ver a bondade real das pessoas, quero que as pessoas sejam mais solidárias, quero ajudar o mundo inteiro, quero ter o meu carro e dirigir por aí ou até mesmo por aqui por perto, quero jogar conversa fora com um e com outro, quero ter amigas presente, quero um pouco de liberdade, quero acompanhar o crescimento das minhas sobrinhas de perto, quero conviver quase que diariamente com aqueles que amo, quero ter mais fé em Deus, quero aproveitar os finais de semana fazendo coisas que gosto, quero os sabores e dissabores de uma vida normal, quero não ter medo dos meu subconsciente, quero um pouco do meu mundinho de antes, quero não ser injusta e nem mal agradecida, pois sei que neste exato momento existem milhares de pessoas sofrendo por motivos realmente sérios e por essas pessoas tenho compaixão e rogo a Deus para que alivie seu sofrimento...E a pergunta que não quer calar é: Será que estou pedindo muito?E assim termino meu desabafo, com um trecho de uma música que transmite o que sinto no momento...
"...Olhei pra trás e vi meus antigos sonhos
E até chorei, e hoje sinto saudades do que falei
Eu quero ver o sol atrás do monte
Eu quero ver o brilho que ele traz

Eu mudei, nem sinto, nem vejo as coisas como via antes
Meus amigos cresceram, mudaram, ficaram distantes
Perdoe meu choro, é sincero
Mas digo sim, que mesmo confuso, perdido
Esperas por mim..."

sexta-feira, 19 de março de 2010

Feliz agora e não depois...

Muito tempo se passou (3 meses e meio) que não escrevo e tanta coisas aconteceu...perdi duas pessoas queridas da minha família e não foi fácil aceitar que nunca mais os veria, doeu muito e depois de muito refletir sobre o assunto que acredito que nunca vou entender,a melhor forma de encarar o mistério da morte é encontrar razões espirituais para aliviar a dor. E esses anjos tornaram-se cicatrizes no meu coração...
Pela primeira vez na vida,passei o fim do ano longe da minha família e apesar da distância e diferenças, respirei aliviada em saber que estavam todos bem e felizes...e ficou mais uma cicatriz. Mas,como 2009 se foi...

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Change

Oi!
Demoro muito a escrever aqui, porque só gosto de escrever quando estou inspirada ou mesmo sufocada com meus próprios pensamentos. E essa semana estive pensando, pensando e pensando...
Há 2 meses atrás eu escrevi aqui que me sentia uma "estranheira" na minha nova morada e realmente era assim que me sentia, uma estranha no ninho que acabara de nascer, mas passados quase 3 meses, caí na real que não acabei de nascer e que não devo começar do zero, devo sim dar continuidade aos planos de vida que sempre tive e talvez essa seja uma ótima oportunidade. Para além de saber que tudo o que sou hoje não foi criado aqui, quem eu sou se deve principalmente ao meu passado , me conscientizei que faz tempo que nasci e tenho uma história, repleta de emoções e muita luta. O que acontece é que as pessoas que fazem parte do meu convívio atual não conhecem minha história de vida, meus sentimentos e minhas capacidades, sendo assim, cabe a mim mostrar quem eu sou de verdade e não ficar me escondendo atrás de uma situação que eu mesmo criei , se eu continuar acreditando nessa historinha, será assim que passarei a ser rotulada: Como a menina insegura e indefesa. Mesmo sabendo que para conquistar meu espaço leva seu tempo, sou paciente, sempre fui e sempre serei. Decidi me mostrar para os outros e continuar defendendo meus ideais, valores, profissão e tudo o que faz parte da minha vida, vida essa que é a mesma, só mudaram as circunstâncias.
"Mudaram as estações, nada mudou
Mas eu sei que alguma coisa aconteceu
Está tudo assim tão diferente..."

Elma Pessoa

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Saudades...

Quando estamos longe de casa o sentimento de patriotismo aumenta e temos a sensação que tudo que nos faz lembrar do nosso país é lindo, exceto aquela violência que é mostrada diariamente nos jornais da Globo e Record internacional...
Vivo a procura de referências brasileiras, até um simples biscoito da marilan é motivo para eu abrir um sorriso quando encontro por aqui, me sinto uma verdadeira "estranheira" e não uma estrangeira como dizem...
Longe de casa, aprendemos a valorizar as coisas mais simples da vida e sentimos saudades de tudo aquilo que fazia parte da nossa rotina, como o sentar na calçada para conversar com a família, as conversas depois do almoço sentada no chão da sala, para descansar o almoço e esfriar o corpo naquele chão frio, o cuscuz no côco quentinho debaixo do abafador, os pães comprados na padaria de sempre, de falar a mesma língua do companheirismo, coleguismo e aconchego do meu povo...
Hoje é um dia daqueles nostálgicos e doloridos, que o relógio passa devagar...e que o pão que inventei de fazer se transformou em pedras :/
Como diz a frase "A tristeza pode durar uma noite, mas a alegria vem ao amanhecer"
Que venha o amanhã!


terça-feira, 15 de setembro de 2009

Aprendi...

Há 2 meses que estou morando em Cabo Verde e durante esse tempo, tenho aprendido diariamente muitas coisas que estão me fortalecendo a cada dia...
No dia da minha despedida em Natal, chorei o vôo inteiro desesperadamente, parecia que estava sozinha naquele avião e o medo que eu sentia de voar foi esquecido completamente,parecendo que na verdade nunca existiu e pude perceber que na verdade temos que descobrir o motivo de ter medo de determinadas coisas e nesse caso específico, para além daquele friozinho na barriga de está a tantos metros de altura e a idéia de que está nas mãos de pessoas passíveis de erros e que esses erros podem ser fatais, o meu medo maior de voar, era de ter que me despedir das pessoas, então, naquele momento eu descobri que o avião era só uma desculpa para eu não assumir que estava em pânico mesmo, pelo fato de me despedir da minha vida e da minha família em Natal. Superado o trauma da despedida, com a volta que o mundo dá, me sinto obrigada a amar aviões, visto que dependo deles, para ver nossos familiares e afins. Lição n°1: Superamos os medos de acordo com nossas necessidades atuais.
Cheguei aqui com toda a vontade do mundo de fazer diferente, de buscar emprego, fazer amizades, de encontrar beleza em toda a feiúra desse mundo que me foi descoberto e assim tentei, mas a diferença de cultura e a indiferença das pessoas me desanimaram, e me isolaram do mundo, em momentos me julguei incapaz de viver aqui, na solidão diária e na mesmice de uma rotina, me sentia um vegetal. Estava aos poucos me deixando levar pelo péssimismo e tristeza, contagiando aquele que fazia tudo para me ver feliz :Nuno! Tudo isso porque precisava de pessoas comigo,amigos,família...Até que um dia fiquei doente com uma infecção intestinal, que veio para me arrasar de vez, passei uma semana muito mal, sem comer direito e com todos os sintomas característicos dessa enfermidade, a primeira vez que fiquei doente longe dos cuidados da mamãe, foi algo assustador, um medo de não saber o que fazer e uma vontade de ser cuidada e não ter que cuidar de mim, mas aquele bendito queijo fresco me fez enxergar, que nós só precisamos de saúde para encarar os desafios do dia a dia, o resto é consequência e o que vier é de bom agrado. Resolvi encarar a vida com outros olhos e aprendi a agradecer a Deus por tudo o que tenho e pelo meu marido que tem sido um anjo para mim. Meus verdadeiros amigos continuam no mesmo lugar de sempre..dentro do meu coração,bem guardadinhos e quando nos reencontrarmos vai ser a mesma festa de sempre. Minha família será sempre a melhor do mundo, morro de saudades deles, dói não presenciar o crescimento das minhas sobrinhas de perto, mas estarei feliz se eles estiverem e nosso laço nunca será desatado. Lição n°2: Não busque a felicidade fora, busque-a dentro de você!
Aprendi que comer fruta todos os dias é uma questão de hábito...
Aprendi que toda rotina tem sua beleza...
Quero ainda aprender muito, uma delas é a beber mais água...
Por hoje é só, estou com dor nas costas de ficar sentada, vou ficando por aqui ansiosa por novos aprendizados.
Bjos!

sábado, 7 de fevereiro de 2009

1 Ano e 2 Meses!


Em 1 ano e 2 meses descubro e redescubro diariamente que te encontrar foi o melhor presente. Você é especial!

Amo muito!

Parabéns!

"...como a camisa e o botão..."
Ah!Lembrei da parte de uma música que combina com o momento...Você é algo assim, é tudo pra mim, é como eu sonhava...sou feliz agora!