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terça-feira, 12 de abril de 2016

E se não curtirem?




Imagine que você posta uma foto bacana nas suas redes sociais e não tivesse uma curtida sequer. O que você sentiria? O que pensaria?
Eu acharia no mínimo estranho que perante tantos amigos, colegas, conhecidos, simpatizantes e seguidores, ninguém enxergasse a mesma beleza que eu.
Na verdade, ao postar uma foto, queremos partilhar um pouco de nós, do que pensamos, do que gostamos e de quem somos, nas mais variadas facetas. Queremos de alguma forma, fazer parte de um grupo, ser aceito e curtido.
Sou fã do Instagram e sigo uma anônima que posta diariamente a sua dieta, falando como se tivesse um público a quem prestar contas e muitas vezes, pede desculpas por postar atrasado. Normal para os dias de hoje, não é o primeiro a tratar do assunto. O que me chama a atenção é que a maioria das suas postagens não têm nenhuma curtida, ou no máximo uma. E eu faço questão de curtir só por caridade, porque no fundo não curto suas postagens. Com certeza, ela não precisa da minha curtida de caridade. Caso eu estivesse no lugar dela, já teria deixado de postar na terceira foto sem curtida. Creio que eu seja a errada e ela a certa.
Tudo o que postamos tem um pensamento muito íntimo por trás, seja para levantar a autoestima, para incentivar, motivar, mostrar o batom, o momento, a roupa, o sorriso, dentre tantos motivos que existem. O dessa pessoa tão perseverante e segura, talvez seja de servir de exemplo para os outros e principalmente para ela mesma. Ela traçou seus objetivos de emagrecimento e segue-os, independente de qualquer aprovação. Aprendamos com os exemplos!
E sigamos partilhando coisas boas, sem medo dos julgamentos e das rejeições em forma de "não curtidas". Afinal, somos responsáveis pelas nossas atitudes e pensamentos, o que os outros vão pensar da sua foto não é problema seu. Isso pode soar um pouco prepotente e rebelde, mas não tem a pretensão de ser (lá estou eu, preocupada com a interpretação dos outros). Só quero levantar a bandeira da liberdade de expressão. Compartilhem, postem e curtam muito! 


sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

O que esperar quando não se espera...


Fui chamada para um concurso que fiz há 5 anos atrás, no mesmo ano em que cheguei de Cabo Verde, no mesmo ano que eu ainda achava que era possível colar minhas raízes em Natal, como se nunca tivessem sido arrancadas. Naquele tempo eu ainda pensava como lagarta e tudo que eu precisava era de um casulo quentinho para me aconchegar. Com o passar do tempo, compreendi que uma vez cortadas as raízes, não podem ser coladas novamente, podem sim tentar renascer em outros solos, mesmo que nem sempre floresça. Também aprendi e continuo aprendendo que já não penso mais como lagarta e virei uma borboleta que só pensa em voar, talvez essa borboleta não consiga mais viver dentro do casulo, ela já conseguiu encontrar aconchego dentro dela, nas coisas novas que ela vê e nas pessoas que ela encontra pelo caminho. Essa borboleta, já não  sonha com empregos eternos e estáveis, porque faz 7 anos que ela não sonha mais sozinha, ela casou com um corajoso aventureiro, que também tem o mundo como seu lar. Esse caminho me escolheu, quando eu disse: sim, eu aceito!
As vezes, aparecem as tentações e provações para me fazer duvidar da escolha que fiz, mas hoje digo sem medo, que estou no caminho certo. Se amanhã, posso me arrepender? Talvez sim, talvez não. A vida é assim mesmo, faço minhas escolhas baseadas no que preciso no presente e não no futuro que não tenho nenhum poder sobre ele. Se me aparece uma oportunidade, que me faz ter que escolher entre minha profissão ou meu casamento, essa não é bênção, é LIÇÃO!


"Existem coisas melhores adiante, do que qualquer outra que deixamos para trás".








domingo, 24 de janeiro de 2016

Dias melhores!

    



    Quando morei fora do país, lembro-me que via todos os dias as notícias do Brasil e tinha a sensação que por estar longe estava perdendo  muita coisa, oportunidades profissionais, gastronômicas e familiares.
     Há quase cinco anos que voltei para o Brasil, a sensação de perda aumentou, sinto que continuo perdendo, sendo que agora as perdas são bem maiores, estamos perdendo o direito de ir e vir. Todos os dias continuo vendo os sites de notícias e vejo os piores atos de violência sendo praticados por motivos banais e  com uma crueldade assustadora.
     A jovem Karol que foi baleada em Natal durante um assalto  me chocou muito, fui dormir com o coração doendo como se fosse comigo. Fizeram uma caminhada pela paz, no local do assalto e dentre tantas outras,  tinha uma faixa que me chamou atenção "Eu sou Karol". Daí, entendi  que esse sentimento que dói em mim, dói também em toda a população e a cada vítima de violência, morre também um pedaço de nós, morre a cada dia a esperança de dias melhores.
     Estão nos roubando tudo o que temos de mais precioso: a paz, a liberdade e a vida. E o pior, sem direito a escolhas, não dão o direito de escolher entre viver ou  entregar todos os bens materiais, eles simplesmente  roubam tudo, inclusive a vida.
    E eu pergunto:  Que vida miserável essas pessoas que praticam o mal levam, a ponto de matar alguém sem piedade? O que podemos fazer para nos proteger? O que podemos fazer para sermos livres como antigamente?  Quando não teremos o medo como companhia constante?
   Creio que ninguém saberá essas respostas, mas tenho certeza que todos vivem esperando dias melhores, mesmo que ainda pareça uma utopia....


Vivemos esperando
Dias melhores
Dias de paz
Dias a mais
Dias que não deixaremos para trás

Vivemos esperando
O dia em que seremos melhores
Melhores no amor
Melhores na dor
Melhores em tudo

Vivemos esperando
O dia em que seremos
Para sempre
vivemos esperando
Dias Melhores pra sempre
Dias melhores pra sempre
Pra sempre...

 

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Márcio




Quem é Márcio?
Márcio foi uma criança que tornou-se inesquecível.
No meu segundo ano como professora estagiária de uma creche
Estava na entrada, junto com as outras professoras dando boas vindas aos novos alunos
E vi um menino que me chamou a atenção
Ele era tão magro e maltratado pela sua vida pobre, que mal conseguia andar com aquelas perninhas frágeis e tremidas
Parecia um passarinho!
Naquele momento meu coração se partiu em mil pedaços
Fiquei torcendo para que ele não ficasse na minha turma
Eu não suportaria viver com aquela fragilidade em forma de criança
E embora não aparentasse, ele tinha 4 anos e por obra do destino, seria meu aluno
Todos os dias eles chegavam e iam comer, principalmenre Márcio que tinha tanta fome
Com o contato diário, sentia ainda mais aperto no coração em ver uma criança 
Que não falava e não sorria
Tinha feridas e bichos nos pés, mãos e cabeça
E eu no auge da minha inexperiência, não sabia o que fazer para ajudar aquela criança, que nem tinha consciência da sua condição de ser criança
A vida que ele nasceu não permitia
Chegava o dia do seu aniversário e eu tinha que fazer alguma coisa para aquele dia ser diferente
Pedi a minha mãe para fazer um bolo de aniversário bem grande e bonito, comprei refrigerante e minha mãe mandou um presente para ele.
Meu irmão foi me levar de carro e eu fui segurando o bolo, como se levasse um tesouro nos braços
Quando Márcio chegou, arrumei a mesa e cantamos parabéns
Ele sorriu e eu chorei
Dos seus anos de criança talvez tenha sido o seu dia mais feliz
E foi o meu yambém
Nunca esquecerei esse dia e nunca deixarei de me emocionar lembrando dele
Depois desse dia pude presenciar seu sorriso outras vezes, principalmente quando eu lia historinhas e me despedia diariamente com um beijo
Antes do ano acabar, surgiram novos desafios e deixei a creche
Fugi sem me despedir de Márcio
Não tive coragem
Não suportaria ver aquele sorriso silencioso pela última vez
Saí de lá e chorei copiosamente por horas...
Naquela época, lutei com as armas que tinha: O amor, a sensibilidade e o AFETO!
Passados alguns anos,já com alguma experiência, continuo achando que a metodologia de ensino mais eficaz e a solução para tantos males, continua sendo; AMOR, SENSIBILIDADE E AFETO!
Márcio, os outros passarão, mas você PASSARINHO!



quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Sobre o Ano Novo!

Começa o ano de 2016 e eu estava pensando em ocupar meu tempo com algo que me desse prazer e quando pensava isso, só me vinha a ideia de algo novo para condizer com o "Ano Novo", porém me veio a lembrança de um antigo amor, um blog que criei em 2008 com o intuito de expor meus pensamentos que sempre foram muito férteis....e relendo minhas postagens, acho que estou enferrujada e já não escrevo tão bem como antes (Leia-se, de forma tão espontânea, é muita pretensão achar que escrevia bem). O certo é que irei reativar meu blog e continuar escrevendo para ocupar meu tempo com algo que amo fazer. Nem sempre as soluções estão no novo, as vezes só precisamos reinventar o velho, tornando-o novo.

domingo, 3 de janeiro de 2016

Despedida!




E chegou o dia de mais uma despedida! Obrigada,#Portugal e cia! I Love You!
💖💚"...Nem sempre a saudade é triste,nem sempre a saudade é pranto e dor..."

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Balanço 2011

O ano de 2011 foi bastante intenso e longo. Comecei o ano, disposta a melhorar minha visão a respeito de Cabo Verde, mas não desisti da idéia de voltar para Natal, porém aproveitei o máximo que pude, convivi com os amigos intensamente e pedi a Deus que realizasse aquele que era no momento o meu maior sonho: voltar para a minha terra. No dia do aniversário de 2 anos em Cabo Verde, surge uma notícia que era quase um milagre para mim, a chance de voltar para Natal. No meio de tantas dúvidas e um turbilhão de sensações, decidimos ir com toda a fé que teríamos desafios,mas estaríamos prontos para enfrentá-los. Sofri na despedida e chorei como um bebê, no fundo senti a angústia de como seria a nova vida. O sonho nº1 foi realizado. Foi difícil no início entender que tinha voltado, tudo parecia diferente, nada estava como antes, tudo mudou, todos mudaram...será? Dúvidas e mais dúvidas. Obstáculos e mais obstáculos. Afinal, esse não era o meu sonho? O que tem de errado na realização dele? Na idealização da mente, o sonho é algo perfeito, que tudo acontece quando e como queremos, mas na realidade é tudo diferente. Existe a concretização do sonho, mas com ele vem outros obstáculos que antes não existia e agora passa a ser uma realidade um pouco complicada, onde agora almejo outras coisas e os sonhos mudam. E por isso, não posso ser mal agradecida e entender que minhas preces foram ouvidas em 2011, o que eu considero mais importante na vida está comigo, que é a saúde e a família reunida. Não posso esquecer, que existem milhares de pessoas que estão lutando pela vida numa cama de hospital, incluindo meu tio, que passou o Natal num quarto frio de hospital, com sua esposa sentada numa cadeira gélida. E por esse problema, passam ricos e pobres, o dinheiro não compra a saúde. Tantas pessoas fizeram planos para o próximo ano e por uma fatalidade, imprudência ou destino perderam a vida. Sonhos e desejos terminados, sem aviso prévio, sem licença.Para mim, só tenho a agradecer por tudo o que aconteceu em 2011 e que venha 2012 com a as suas dores e delícias.
P.S. No finalzinho do ano, descubro que as pessoas não mudaram, eu que mudei a forma de enxergá-los.
Feliz Ano Novo!